Uma gleba em Porangatu, no norte de Goiás, com mata nativa exuberante e um lago existente. Em loteamento, a tentação é tratar a área verde como resíduo — o que sobra depois de dividir os lotes. Aqui a leitura foi inversa: a mata e a água definiram o traçado.
O projeto urbanístico preservou áreas verdes na região central do empreendimento e em todo o entorno do lago, que foi ampliado para consolidar a frente de água como espaço coletivo. A topografia existente foi aproveitada para potencializar as vistas e facilitar o acesso aos espaços naturais, em vez de ser corrigida por movimentação de terra.
Do lado do produto, a estrutura de lazer integra áreas de estar, contemplação e esporte a um clube exclusivo — programa dimensionado para o perfil de comprador identificado na análise de mercado da região, e não copiado de um modelo padrão de condomínio.